VOTO ZERO significa não votar em fichas-sujas; omissos; corruptos; corruptores; farristas com dinheiro público; demagogos; dissimulados; ímprobos; gazeteiros; submissos às lideranças; vendedores de votos; corporativistas; nepotistas; benevolentes com as ilicitudes; condescendentes com a bandidagem; promotores da insegurança jurídica e coniventes com o descalabro da justiça criminal, que desvalorizam os policiais, aceitam a morosidade da justiça, criam leis permissivas; enfraquecem as leis e a justiça, traem seus eleitores; não representam o povo e se lixam para a população.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

OUTRA ESCOLHA DE SOFIA

ZERO HORA 14 de janeiro de 2014 | N° 17673

ARTIGOS


Por Sebastião Melo



Adeus, Lênin é um filme bem-humorado, cujo enredo se desenrola durante a queda do muro de Berlim. Dirigida por Wolfgang Becker, a história gira em torno de Christiane Kerner, que entra em coma poucos dias antes do evento. Oito meses depois, quando a paciente recupera a consciência, o médico recomenda aos seus filhos que poupem a mãe de emoções fortes e eles escolhem não contar a ela que a Alemanha havia sido reunificada e, pior, sob a égide do capitalismo.

Lembrei-me desse filme, lendo o artigo da verea- dora do PT Sofia Cavedon – “Novos tempos para o interesse público”. Nele, a autora força uma associação entre a crise do sistema político, das suas formas de financiamento eleitoral e os protestos de 2013 com a conduta da administração de Porto Alegre, concluindo que nosso governo fere a legalidade, a impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência, princípios que caracterizam a boa administração pública.

Descontada a leviandade da acusação, pensei que talvez fosse o caso de os amigos da vereadora fazerem outra escolha para ela, diferente daquela feita para Christiane Kerner: quem sabe contar a verdade sobre o que se passou durante os últimos 10 anos no país, quando o assunto é ética na política e nos governos?

Contar que as instituições democráticas têm se fortalecido no país e que somadas a uma população cada vez mais bem informada têm limpado a política dos demagogos, oportunistas e caranguejos, que fazem dessa atividade um negócio.

Uma outra escolha para Sofia talvez revele que recebemos o Araújo Viana na penúria e hoje ele é um sucesso. Que fomos nós que demos início às investigações sobre a Procempa. Que seremos nós que faremos a licitação do transporte público, o que não foi feito em 16 anos de governos do PT. Que, atuando em parceria com a presidenta Dilma, estamos conduzindo esta grande oportunidade que são as obras da Copa, num total de 14, tendo Porto Alegre sido considerada pelo Instituto Ethos a primeira em transparência na obras da Copa e a segunda em transparência orçamentária, de acordo com os seus indicadores.

Sei o quanto a situação enfrentada pelos partidos tem suscitado reflexões entre seus dirigentes e militantes. As mudanças operadas em nossa democracia abrem horizontes alentadores. Quem sabe, a força dessas mudanças não acorde Sofia Cavedon e ela possa, finalmente, dizer: adeus, Lênin.

*Vice-prefeito de Porto Alegre

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