VOTO ZERO significa não votar em fichas-sujas; omissos; corruptos; corruptores; farristas com dinheiro público; demagogos; dissimulados; ímprobos; gazeteiros; submissos às lideranças; vendedores de votos; corporativistas; nepotistas; benevolentes com as ilicitudes; condescendentes com a bandidagem; promotores da insegurança jurídica e coniventes com o descalabro da justiça criminal, que desvalorizam os policiais, aceitam a morosidade da justiça, criam leis permissivas; enfraquecem as leis e a justiça, traem seus eleitores; não representam o povo e se lixam para a população.

domingo, 7 de abril de 2013

ALTERNATIVAS ESCASSAS

ZERO HORA 07 de abril de 2013 | N° 17395

PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA



Se gastar os R$ 4,2 bilhões dos depósitos judiciais que transferiu para o Sistema Integrado de Administração de caixa no início da semana, o governador Tarso Genro chegará ao final do governo como recordista absoluto no uso de recursos do popular caixa único. Somados ao R$ 1,1 bilhão gastos em 2011 e 2012, serãoR$ 5,3 bilhões que, na origem, estavam destinados para outros fins.

Um estudo de técnicos da Secretaria da Fazenda mostra que, depois de Tarso, Olívio Dutra foi o governador que mais dinheiro usou do caixa único (R$ 1,7 bilhão). Desde aquela época, os líderes do PT defendem com convicção o uso dos recursos do caixa único e argumentam que não tem sentido deixar o dinheiro guardado e praticar arrocho salarial ou represar investimentos. Mesmo que nunca seja pago, esse dinheiro é, tecnicamente, um empréstimo. Se os gastos continuarem crescendo sem aumento da receita, o Estado corre o risco de se tornar ingovernável nos próximos anos.

Se o atual governo está usando metade do saldo dos depósitos judiciais e fazendo investimentos apenas com empréstimos externos, o que restará para financiar o déficit a partir de 2015? Se esgotar a capacidade de endividamento agora, o Rio Grande do Sul não poderá tomar novos financiamentos nos próximos anos. De onde sairão os recursos para bancar as obras de infraestrutura?

A Parceria Público-Privada, que opositores e aliados do governo apontam como a melhor alternativa, exige que o Estado dê uma contrapartida. Exige, também, segurança jurídica, bom ambiente de negócios e outras condições que um Estado atolado em crise financeira não tem condições de oferecer.

O fim dos pedágios privados, que será uma das principais bandeiras do PT na campanha, exigirá investimentos que dependerão de aportes do Tesouro ou de financiamentos, já que a tarifa paga pelos usuários será consumida quase que integralmente na conservação das estradas e na manutenção da Empresa Gaúcha de Rodovias.

Nos próximos anos, o governo gaúcho terá de encontrar uma equação para o pagamento do piso do magistério e dos precatórios que aumentarão significativamente com a cobrança dos atrasados na Justiça. Como a sociedade rejeita o aumento de impostos e o governo não consegue cortar privilégios porque esbarra no direito adquirido, a margem de manobra para os futuros governos é estreita.

Diante do cenário sombrio que se desenha para os próximos anos, adversários de Tarso especulam que ele poderá não ser candidato à reeleição. São meras conjecturas: embora diga que só decidirá seu futuro em novembro, depois desses movimentos Tarso não tem como não ser candidato. Até aqui, nada indica que ele pense em abrir mão de disputar a reeleição. Pelo contrário. O uso dos depósitos judiciais é uma forma de turbinar o governo no ano eleitoral.



ALIÁS

Na lógica do PT e de quem defende o uso dos depósitos judiciais, não há problema em gastar esse dinheiro, porque a maior parte é referente a tributos e multas que empresários contestam e que, cedo ou tarde, a Justiça dará ganho de causa ao Estado.

Nenhum comentário: